
Sabemos os caminhos por onde chegámos até onde estamos. Diante dos nossos olhos estão os passos que demos no passado. O futuro é desconhecido para todos.
A nossa marcha no tempo parece seguir de costas. O passado está diante de nós, afastando-se, enquanto nos vamos aproximando de algo desconhecido por completo.
O futuro está atrás de nós.
Quem poderia ontem ter imaginado que estaria hoje aqui? No entanto, visto a partir do presente, tudo parece mais lógico do que quando aconteceu.
O que acontecerá amanhã? O que teremos? O que perderemos? O que seremos?
Por enquanto, nenhum de nós sabe nada disso. Esse mistério, contudo, coloca-nos uma pergunta importante: em que acredito eu? Será o amanhã bom ou mau?
A forma como encaramos o futuro – com esperança ou com medo – determina parte do resultado: se, por medo, desistimos antes de começar, é mais provável que se realize o que tememos.
Com esperança, vivemos já hoje um pedaço da felicidade do bem alcançado e do mal ultrapassado. Por isso, lutamos com mais ânimo, como se a vida fosse justa.
Com medo, a imaginação voa por todos os piores cenários possíveis, fazendo-nos sofrer um pouco com cada um deles. Na maioria das vezes, nenhum deles acontece, e o que acontece, afinal, nem sequer é mau.
Sonhar é bom, mas importa compreender e viver de acordo com uma verdade bela: o tempo faz com que o futuro esteja sempre a chegar! Sempre.
José Luis Nunes Martins
In: imissio.net 17.04.2026


